A Petrobras estuda reduzir o efetivo de empregados terceirizados que trabalham para a empresa. A contratação de terceiros - que hoje chegam a 100 mil, contra 34 mil da estatal- é uma das principais reclamações dos sindicatos dos petroleiros. Para eles, os prestadores de serviço recebem treinamento deficiente.
‘‘Estamos nos propondo a fazer uma análise global da terceirização e tomar as medidas necessárias’’, disse o gerente-executivo de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, Irany Varella. Questionado sobre a eventual redução da terceirização, disse que ‘‘não está descartada nenhuma hipótese’’.
Varella disse, porém, que os números da Petrobras, comparados aos de empresa do mesmo porte do setor, mostram que o índice de contratações da estatal ainda é o menor. ‘‘Terceirizamos menos.’’
Para o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e presidente do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, Fernando Carvalho, a redução da terceirização, se efetivada, poderá reduzir o número de acidentes e incidentes que a estatal vem registrando nos últimos anos.
‘‘A culpa não é do terceirizado, mas do sistema que não dá chances para ele realizar bem o seu trabalho’’, afirmou.
É antiga a insistência dos petroleiros para que a empresa pare de contratar prestadores de serviços fora dos seus quadros. Henri Philippe Reichstul já disse que pretende realizar concursos anuais para seleção de novos funcionários e que ainda este ano será feito o segundo da sua gestão. Reichstul está há dois anos no cargo.
Demissão O ministro de Minas e Energia, José Jorge, negou ontem que o presidente da Petrobras, Henri Philippe Reischtul, possa ser afastado do cargo por causa do vazamento de óleo na P-7. Indagado sobre a possibilidade de afastamento de Reischtul do comando da empresa, o ministro acenou a cabeça negativamente, ao sair de reunião com o presidente Fernando Henrique Cardoso e outros ministros em que foi discutida a privatização de Furnas.
José Jorge admitiu que a Petrobras precisa tomar providências para diminuir o número de vazamentos. ‘‘A Petrobras é uma empresa à mercê de acidentes. Há que se fazer um trabalho para que haja cada vez menos acidentes’’, disse. Mas o ministro destacou que a empresa tem investido em melhorias. ‘‘Os resultados não foram obtidos até agora, mas o serão no futuro’’, afirmou.
(Das agências)

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