Imagem ilustrativa da imagem 'Estão tentando justificar um crime injustificável', diz mãe do jogador Daniel
| Foto: Giuliano Gomes/PR Press/Estadão Conteúdo


Curitiba - Uma das testemunhas de acusação do processo que apura a morte de Daniel Freitas, a mãe do jogador — assassinado em São José dos Pinhais, em outubro de 2018 — prestou depoimento na tarde desta terça-feira (19), no segundo dia das audiências de instrução do processo que apura o homicídio. Eliane Corrêa Freitas, uma das testemunhas consideradas "informantes", disse que cumpriu o papel de defender a honra do filho frente ao que considera uma estratégia da defesa dos acusados de "justificar um crime injustificável ".

A versão defendida pelo advogado de Edison Brittes Junior sustenta que Daniel foi morto em consequência de uma tentiva de estupro da esposa do réu confesso, Cristiana Brittes — também acusada de homicídio por supostamente ter "aderido" ao crime.

Ele [o advogado de defesa] está tentando denegrir a imagem do Daniel, só um que não vão conseguir", disse, em entrevista à FOLHA. "Daniel era um menino bom muito amado, muito querido de todos. Se a defesa dos assassinos for denegrir a imagem dele, está perdida e vai ter que procurar outro rumo para tentar diminuir as penas", disse.

Eliane contou que se preparou emocionalmente para o depoimento e se manteve firme."Claudio [Dalledone Junior, advogado da família Brittes] tentou me bombardear com perguntas que pudessem me deixar em situação de constrangimento, mas nenhuma me afetou. Eu pude responder tudo o que ele me perguntou."
Segundo a mãe do jogador, a defesa procurou demonstrar que ela não sabia o que se passava na vida do filho.

"Ele tentou me provocar o tempo todo, mas não conseguiu. Estou bem. Estou com o coração limpo e consegui falar. Não chorei. Fui forte e vou continuar sendo", disse. "Eu sou a voz do meu filho."

A mãe do jogador foi a quarta testemunha do dia. Os testemunhos começaram pela manhã. Além de Eliane e da tia do jogador, falaram à Justiça nestes dois primeiros dias pessoas que estiveram na casa no momento do crime e, segundo a acusação, foram coagidas a contar uma versão combinada da história.

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