'Estão tentando justificar um crime injustificável', diz mãe do jogador Daniel
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
Rafael Costa <br> Reportagem local 

Curitiba - Uma das testemunhas de acusação do processo que apura a morte de Daniel Freitas, a mãe do jogador assassinado em São José dos Pinhais, em outubro de 2018 prestou depoimento na tarde desta terça-feira (19), no segundo dia das audiências de instrução do processo que apura o homicídio. Eliane Corrêa Freitas, uma das testemunhas consideradas "informantes", disse que cumpriu o papel de defender a honra do filho frente ao que considera uma estratégia da defesa dos acusados de "justificar um crime injustificável ".
A versão defendida pelo advogado de Edison Brittes Junior sustenta que Daniel foi morto em consequência de uma tentiva de estupro da esposa do réu confesso, Cristiana Brittes também acusada de homicídio por supostamente ter "aderido" ao crime.
Ele [o advogado de defesa] está tentando denegrir a imagem do Daniel, só um que não vão conseguir", disse, em entrevista à FOLHA. "Daniel era um menino bom muito amado, muito querido de todos. Se a defesa dos assassinos for denegrir a imagem dele, está perdida e vai ter que procurar outro rumo para tentar diminuir as penas", disse.
Eliane contou que se preparou emocionalmente para o depoimento e se manteve firme."Claudio [Dalledone Junior, advogado da família Brittes] tentou me bombardear com perguntas que pudessem me deixar em situação de constrangimento, mas nenhuma me afetou. Eu pude responder tudo o que ele me perguntou."
Segundo a mãe do jogador, a defesa procurou demonstrar que ela não sabia o que se passava na vida do filho.
"Ele tentou me provocar o tempo todo, mas não conseguiu. Estou bem. Estou com o coração limpo e consegui falar. Não chorei. Fui forte e vou continuar sendo", disse. "Eu sou a voz do meu filho."
A mãe do jogador foi a quarta testemunha do dia. Os testemunhos começaram pela manhã. Além de Eliane e da tia do jogador, falaram à Justiça nestes dois primeiros dias pessoas que estiveram na casa no momento do crime e, segundo a acusação, foram coagidas a contar uma versão combinada da história.


