Estamos nas mãos da saúde pública
Mesmo sem ter recebido o resultado do exame que identifica a nova gripe, o jornalista Bernardo (nome fictício*), 25 anos, tem certeza que contraiu a doença. Dois dias após retornar da lua de mel na Argentina, percebeu a febre alta (39ºC) repentina e dor de garganta. Naquela noite, procurou um hospital particular, onde o clínico geral plantonista pediu que ele buscasse a rede pública, mas disse que avisaria as autoridades de saúde.
Ele passou pelo Hospital de Clínicas (HC), pela unidade básica de saúde do bairro, novamente pelo HC para realizar exames e uma segunda vez no posto de saúde. Sem ter apresentando complicações nos exames de hemograma e raio-X pulmonar, recebeu a orientação médica de ir para casa, descansar, observar a febre e retornar em 15 ou 20 dias. Nenhum funcionário do posto ou da saúde pública o procurou desde então. Ele fez a coleta para o exame da nova gripe no dia 22 de julho, mas ainda não recebeu o resultado.
Durante o período de recuperação, ficou 11 dias em isolamento domiciliar e recebia orientações do médico particular. A esposa usou máscara todo o tempo e não apresentou nenhum sintoma. O psicológico fica muito abalado por ver as notícias negativas. Mas o pior é saber que estamos nas mãos da saúde pública, conta. O jornalista explica que foi questionado várias vezes sobre histórico de outras doenças e que recebeu antibióticos para tratar outras infecções. Após duas semanas do aparecimento dos sintomas, ele conta que a dor de garganta não cessou.(M.R.M.)
(*) Ele não quis ser identificado por trabalhar com público.





