Apucarana - Lioba Serediuk Silva, de 79 anos, e sua filha Sônia Serediuk Silva, de 61, são, respectivamente, da primeira e segunda geração de descendentes de ucranianos nascidos no Brasil. Em 2009 e 2010, conheceram parentes que moram na Ucrânia, em viagens que fizeram até lá. Diante das mortes que ocorreram em decorrência das manifestações e de uma iminente guerra, elas se declaram "assustadíssimas".
"Mais cedo ou mais tarde, as manifestações aconteceriam. O povo ucraniano continua a buscar uma liberdade que nunca teve. Quando estivemos lá, percebemos que eles ainda temem expressar suas opiniões", comenta Sônia.
"Acompanhamos todos os dias as notícias, com preocupação e dó daquele povo", completa Lioba. No momento das fotos para a reportagem, mãe e filha dizem que é difícil sorrir. Lioba encerra repetindo, coincidentemente, as palavras do padre Eduard Tararuk. "Estamos com o coração partido."(W.S.)

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