Estados vizinhos fazem barreira contra doença
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 05 de abril de 1999
Dimitri do Valle 
As secretarias de Saúde de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina entraram em estado de alerta por causa da epidemia de cólera de Paranaguá. Agentes de saúde paulistas e catarinenses fazem plantão nas fronteiras com o Paraná para esclarecer os viajantes sobre métodos de prevenção e os sintomas provocados pela doença. Os viajantes recebem panfletos educativos para reforçar os cuidados no manuseio de alimentos.
O Secretário estadual de Saúde catarinense, Eni Voltolini, disse que oito barreiras foram montadas entre os municípios de Porto União e Itapoá, numa extensão de aproximadamente 250 quilômetros entre o interior e o Litoral, respectivamente. Ônibus, caminhões e carros de passeio estão sendo parados para que os agentes de saúde distribuam informações que alertam sobre a existência da epidemia no Paraná.
Nos municípios catarinenses, o secretário informou que estações rodoviárias e postos de combustíveis estão sendo visitados. Amostras de água destes locais são coletadas para análise. Eni Voltolini disse que Santa Catarina não registrou casos de cólera e uma suspeita verififcada em Joaçaba não se confirmou. A suposta vítima veio de Matinhos, no litoral paranaense, para visitar parentes em Joaçaba. O caso foi diagnosticado como intoxicação alimentar.
Em Mato Grosso do Sul, o superintendente de ações de saúde, Rivaldo Venâncio da Cunha, disse que municípios localizados às margens de rodovias já foram rastreados e nenhum caso de cólera foi encontrado. A instalação de barreiras nas fronteiras do estado foi descartada devido à dimensão do território do Estado, que faz fronteira com Paraguai e Bolívia e mais cinco estados brasileiros. No estado de São Paulo, o município de Registro é a base de trabalho dos agentes de saúde, que também promovem barreiras educativas na fronteira com o Paraná.


