Washington, 21 (AE-ANSA) - Os Estados Unidos continuam rompendo com a lógica da política dos anos de Guerra Fria e, para destravar o vínculo do asilo para dezenas de milhares de imigrantes da América Central, decidiu acolher os perseguidos pelos regimes de extrema direita e não apenas aqueles que fogem de países socialistas ou comunistas.
A partir de 21 de junho, com base na nova normativa do governo
os responsáveis do Serviço de Imigração e Naturalização (INS, pela sigla em inglês) poderão aceitar a motivação de fuga de "extremas consequências" no caso de repatriação para quem vem de países com governo de extrema-direita.
A lei de 1997 que determinava a questão estabelecia como critério para concessão de asilo somente argumentos que serviam aos que buscavam sair do alcance do governo sandinista da Nicarágua e do regime do presidente Fidel Castro em Cuba.
Calcula-se que são cerca de 240.000 as pessoas que chegaram aos Estados Unidos provenientes de El Salvador ou Guatemala nos anos oitenta e que hoje vivem com pendências judiciais e, como esclareceu em entrevista coletiva a responsável pelo INS, Doris Meissner, "ficarão aliviadas permanentemente do risco da deportação ou repatriação".
Mesmo com a concessão de asilo dependendo do exame específico de cada caso, a nova normativa já foi criticada pelos que querem uma política restritiva de imigração, como o líder republicano Lamar Smith, que definiu a medida como uma "anistia" para os imigrantes ilegais.

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