Washington, 15 (AE-AP) - Enviar ao Timor Leste centenas de soldados norte-americanos para uma força de manutenção de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) poderia auxiliar na transição da Indonésia à democracia e proteger os interesses militares e econômicos dos Estados Unidos, informou o governo do presidente Bill Clinton.
Quarto maior país do mundo em extensão territorial, a Indonésia possui críticos canais marinhos e linhas de comunicação, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, James P. Rubin, ao defender a limitada intervenção militar norte-americana aprovada por Clinton.
"Em segundo lugar, há um interesse humanitário. Acreditamos que deveríamos observar como ser úteis onde racionalmente podemos ser, onde capacidades exclusivas podem fazer a diferença", disse Rubin nesta quarta-feira (15).
Após uma indecisão inicial, o Conselho de Segurança da ONU autorizou nas primeiras horas de hoje uma força multinacional "para adotar todas as medidas necessárias" para restaurar a paz e garantir a independência do território.
Austrália e Malásia devem compor a espinha dorsal da força, possivelmente com 7.000 homens. Brasil, Canadá, Cingapura, França, Filipinas, Nova Zelândia, Portugal e Tailândia provavelmente enviariam soldados.
No entanto, Clinton decidiu excluir soldados norte-americanos de potenciais situações de confronto. As centenas de recrutas enviados ao Timor Leste desempenhariam tarefas de logística, inteligência e comunicações, evitando choques durante as operações de manutenção de paz da ONU.

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