Estados Unidos crescem 5,8% no último trimestre
Washington, 28 (AE-AP) - O ritmo de crescimento da economia dos Estados Unidos acelerou-se no quarto trimestre do ano passado, fazendo com que o ciclo de expansão se mantivesse pelo terceiro ano consecutivo acima de 4%, conforme dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (28).
Entre outubro e dezembro, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou nada menos que 5,8% a uma taxa anualizada, após avanço de 5,7% no trimestre anterior, mas a inflação também acelerou-se
informou hoje o Departamento de Comércio.
O índice anual de variação dos preços usado como deflator no cálculo do PIB praticamente dobrou, passando de 1,1%, no terceiro trimestre, para 2% entre outubro e dezembro. Em termos anuais, a inflação subiu 1,5% no ano passado, ante um avanço de 1,2% em 1998, mas ficou abaixo de 1,7%, resultado de 97.
O consumo também surpreendeu ao registrar expansão de 5,3%, a maior alta em 15 anos, o que assegurou o bom desempenho da economia do país. Os gastos das empresas também cresceram mais que o esperado, pois o custo da mão-de-obra elevou-se em 1,1% nos últimos três meses de 99, como revela um relatório divulgado hoje pelo Departamento do Trabalho, embora os salários tenha aumentado apenas 0,9% no período.
No varejo, as grandes lojas como o Wal-Mart tiveram um Natal excelente, com um crescimento nas vendas da ordem de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A indústria automobilística também teve motivos para comemorar: vendeu 16,96 milhões de veículos leves no país no ano passado, ultrapassando o recorde de 16,03 milhões de carros estabelecido em 86.
Os números oficiais indicam que no ano passado o PIB norte-americano cresceu 4%, depois de uma expansão de 4,3% em 1998 e de 4,5% em 1997. A última vez que a economia dos EUA registrou expansão superior a 4% por mais de três anos consecutivos foi entre 1976 e 1978.
O longo ciclo de expansão da economia norte-americana poderá tornar-se, no mês que vem, o maior já verificado em tempos de paz, ultrapassando o período de crescimento registrado entre 1961 a 1969, que coincidiu com a guerra do Vietnã, segundo dados do National Bureau of Economic Research, entidade sem fins lucrativos.
A expansão também tem beneficiado o presidente Bill Clinton que, apesar do escândalo envolvendo a estagiária Monica Lewinsky
espera fazer do vice, Al Gore, seu sucessor.
Para os formuladores da política monetária do país, abrigados no Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, sob o comando de Alan Greenspan, porém, o ritmo de crescimento econômico ainda está um tanto acelerado, embora a expansão tenha perdido um pouco da força neste último ano em relação a 98.
O temor da inflação, associado aos baixos índices de desemprego - 4,1%, a menor taxa em 30 anos -, tem levado os analistas do mercado a aposta em uma nova elevação dos juros na reunião de terça-feira.





