Noruega e Austrália superaram o Canadá, que encabeçou nos últimos seis anos, os indicadores das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Humano. Os Estados Unidos caíram do terceiro para o sexto lugar, apesar de sua renda per capita (US$ 31.872) ter sido a segunda depois da de Luxemburgo (US$ 42.769). Os Estados Unidos ficaram no posto 12 em relação à escolaridade e no 24º em relação à expectativa de vida, atrás da Grécia e de Chipre.
A maior expectativa de vida pertence ao Japão, o único país onde se supera os 80 anos. No outro extremo, um menino nascido em Serra Leoa provavelmente morrerá antes de chegar aos 39 anos, só 32% dos adultos nesse país sabem ler e a renda per capita é de US$ 448 (a média mundial de US$ 6.980).
‘‘O Egito, a Indonésia, Coréia do Sul e Portugal conseguiram grandes progressos’’, segundo o informe. Rússia, Romênia e Zimbábue tiveram indicadores mais baixos do que em 1980 e o da Zâmbia era mais baixo do que em 1975, por causa da pobreza e da epidemia da Aids que reduziu a expectativa de vida.
O informe menciona também as desigualdades entre homens e mulheres e destaca que, em 27 países, como Kuwait, Síria, Rússia, Moçambique e Croácia, a porcentagem de meninas que cursam a educação secundária caiu entre 1985 e 1997. (F.P)

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