Para a ministra Marina Silva, um dos temas mais importantes a serem discutidos refere-se ao regime internacional de acesso. A questão será estabelecer como os países que são signatários da convenção irão estabeler as leis de acesso a seus recursos genéticos.
''Por exemplo, nós temos recursos naturais. Os países desenvolvidos têm conhecimento técnico, científico e dinheiro para investimento na área de pesquisa, bioprospeção. Nós, países em desenvolvimento, que somos autônomos em relação a nossos recursos e conhecimentos, temos que ver como esses recursos e conhecimentos serão remunerados'', explica a ministra.
Segundo ela, esse processo é chamado de contrapartida de benefícios. Ou seja, é o pagamento pelo uso da biodiversidade quando há alguma vantagem comercial.
Os Estados Unidos, de acordo com a ministra, assinou a convenção, mas não a ratificou, o que significa que ela não entrou em vigor nsquele país. ''Isso não deixa de ser um problema já que os Estados Unidos são uma potência, têm uma ação forte no uso de recursos naturais da biodiversidade dos demais países e nosso esforço é no sentido de que eles também ratifiquem'', diz. (M.G)

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