Estados Unidos abrem alerta contra a varíola
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de julho de 2002
Agência EFE 
Washington O governo dos Estados Unidos vacinará cerca de meio milhão de trabalhadores dos serviços de emergência e de saúde contra a varíola como medida de prevenção diante do temor de um ataque terrorista com o vírus que causa a doença, informou ontem o jornal ''The New York Times''.
A publicação diz, citando fontes do governo federal, que também estão sendo preparados planos para uma vacinação em massa da população em caso de epidemia. Até o mês passado, as autoridades diziam que os planos eram restritos à vacinação de milhares de funcionários dos serviços de saúde e de emergência.
Os novos planos foram definidos devido à suspeita de que o Iraque esteja criando arsenais clandestinos do vírus da varíola. Já há maiores estoques da vacina graças a um plano acelerado de fabricação.
O plano antigo estabelecia que se casos de varíola fossem detectados, seriam vacinadas as pessoas que tivessem estado em contato próximo com os pacientes, para criar um anel de segurança.
No entanto, já é possível pensar em promover vacinações em massa. ''Agora podemos agir de forma diferente porque temos mais vacinas'', disse ao jornal Donald Henderson, assessor científico do secretário de Saúde, Tommy Thompson.
Os EUA têm atualmente cerca de 100 milhões de doses de vacinas (160 se estas forem diluídas, o que não reduziria sua efetividade), e, no final deste ano ou no início de 2003, haverá doses para os 280 milhões de habitantes do país.
As vacinas contra a varíola deixaram de ser fabricadas em massa nos Estados Unidos há trinta anos. A erradicação da doença no mundo foi anunciada em 1980. Desde então, cerca de 11.000 pessoas que trabalhavam em laboratórios com o vírus da varíola ou doenças relacionadas foram vacinadas no país. A Rússia e os Estados Unidos são os dois únicos países que declararam ter o vírus em seus laboratórios.


