Rio, 12 (AE) - Os Estados que reduziram a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na venda de automóveis elevaram substancialmente os emplacamentos de veículos, segundo levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). De acordo com estatísticas da entidade, São Paulo registrou 67% de emplacamentos a mais em março, na comparação com fevereiro, enquanto no Rio o aumento foi de apenas 15%.
Em meados de fevereiro, o Estado de São Paulo reduziu de 12% para 9% a alíquota do ICMS, enquanto o Rio manteve inalterado o índice. Os resultados de abril devem apresentar uma diferença de vendas e emplacamento ainda maior, se forem mantidas as atuais políticas, segundo o presidente da Fenabrave, Hugo Maia de Arruda Pereira.
"Fevereiro foi um mês péssimo para o setor automobilístico", diz Pereira. "Com a redução do ICMS houve alguma recuperação em março, mas foi algo como apenas um fôlego a mais." Segundo ele, a participação de São Paulo no mercado de vendas, que havia baixado com a crise de fevereiro, cresceu 1,5 ponto percentual em março, passando para 36,7%. No Rio, houve uma queda de 5 pontos na participação de mercado e o Estado, que no acumulado de janeiro e fevereiro detia uma fatia de 15,45%, passou para 10,5% em março.
O secretário estadual de Fazenda do Rio, Carlos Antonio Sasse, alega que a redução da alíquota interna de ICMS de São Paulo não foi aprovada pelo Conselho Nacional dos Secretários de Fazenda (Confaz). Na reunião da próxima sexta-feira, em Fortaleza, o Rio continuará defendendo como prioridade a redução da alíquota do ICMS interestadual de 12% para 5%.
Segundo a Fenabrave, está havendo uma migração de compradores do Rio para São Paulo e Espírito Santo, em busca de melhores condições na aquisição dos automóveis. Esta movimentação, porém, se restringe a concessionárias, já que os custos com transporte não compensam, para o consumidor individual, este tipo de recurso, a não ser em casos de localização em cidades vizinhas.

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