Estados que apresentaram projetos receberam verba, diz Ovídio
Brasília, 28 (AE) - O secretário de Políticas Urbanas, Ovídio de ¶ngelis, disse há pouco, em seu depoimento na Comissão Representativa do Congresso Nacional, que o orçamento para este ano da antiga Secretaria de Políticas Regionais, que ele chefiou até a reforma ministerial, era de cerca de R$ 1 bilhão e que o decreto presidencial do dia 22 de abril passado descontingenciou R$ 481 milhões para serem gastos este ano. Desse total, Ovídio disse que apenas R$ 248 milhões foram empenhados, dos quais R$ 32 milhões para o estado de Goiás. O secretário disse que 1/3 desses recursos (R$ 10,4 milhões) foram aplicados em obras do Programa Brasil em Ação. Ele explicou que esse recursos são de aplicação compulsória, pois as obras são prioritárias para o governo federal. "Todos os estados que apresentaram seus projetos, planos de trabalho, foram atendidos", disse de ¶ngelis, acrescentando que não houve privilégio para Goiás, conforme denúncia do líder em exercício do PT, Geraldo Magela (PT-DF).
O secretário disse também que, além dos projetos do Brasil em Ação, foram empenhados recursos para dois projetos de irrigação em Goiás, nos municípios de Luiz Alves e Flores, canalização de córregos em Goiânia e perfuração de poços artesianos na região do nordeste de Goiás que, segundo ele, sofre os mesmos efeitos da seca da Região Nordeste do País. O secretário disse que dos R$ 32 milhões liberados para Goiás, apenas R$ 10,121 milhões eram verbas desvinculadas "de acordo com meu juízo pessoal".
Segundo Ovídio, os R$ 10,121 milhões foram liberados com parcimônia e pulverizados de forma adequada e democrática para atender as necessidades básicas de 79 municípios do estado. "Goiás não tem Denocs, não tem Sudam, não tem Sudene, não tem Codevasf, nem grandes indústrias. É o estado que carece de recursos para se desenvolver", justificou. O secretário disse que foi acusado, no início das denúncias, de ter "partidarizado" as ações da Secretaria de Políticas Regionais. Mas segundo ele, a denúncia perdeu fôlego quando foi provado que dos R$ 32 milhões, R$ 22 milhões foram para beneficiar a administração do PSDB no governo do estado e na prefeitura da capital. A exposição inicial de Ovídio durou cerca de 40 minutos e 29 parlamentares se inscreveram para questioná-lo.





