Estados fiscalizam entrada de animais para controle de aftosa
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quinta-feira, 29 de julho de 1999
Por Renato Andrade 
Brasília, 30 (AE) - Os Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e parte de Minas Gerais, que pertencem ao Circuito Pecuário Centro-Oeste, iniciam no domingo (1) o trabalho de fiscalização das fronteiras para evitar a entrada de animais provenientes das regiões norte e nordeste do País. O controle de entrada de animais nestes Estados faz parte do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa que entra agora em agosto na etapa dos exames sorológicos.
Somente com o resultados destes exames, o governo brasileiro poderá ingressar na Organização Internacional de Epizotiase (OIE) o pedido de certificação de área livre de aftosa com vacinação. O período de exames sorológicos deve durar cerca de 150 dias. Neste período só poderão entrar nos Estados considerados zona livre, animais em caminhões lacrados que estiverem indo para abate em frigoríficos com inspeção federal.
Estão proibidos de entrar nos Estados, bovinos, caprinos, ovinos e suínos oriundos das regiões norte e nordeste do País que não tenham como destinação o abate nestes frigoríficos. Segundo o coordenador do departamento de Defesa e Vigilância Animal da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal, Edson Garcia, a fiscalização no DF será feita pelo serviço de vigilânica animal, através de seis patrulhas volantes e cinco postos fixos. "No caso do Distrito Federal estaremos atentos para efetuar o bloqueio de animais que, por ventura, tenham furado o bloqueio das fronteiras de Goiás", disse.
Em Minas Gerais, a fiscalização será feita em 43 postos fixos e 15 unidades volantes. Ao todo, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) deve colocar cerca de 260 fiscais nas fronteiras do Estado para fazer o controle da entrada de animais. O Estado de Minas está dividido, com parte dentro do Circutio Pecuário Centro-Oeste e parte no Circuito Leste. Por isso haverá barreiras internas, separando as regiões do Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro, Sul, Noroeste e Sudoes te do Estado das demais regiões. O IMA não soube informar quantas barreiras internas serão colocadas.


