Curitiba - O Paraná vai receber até o final do ano investimentos do Ministério dos Transportes da ordem de R$ 609,8 milhões, sendo R$ 491,1 milhões por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A maior parte dos recursos (R$ 596,4 milhões) será destinada para recuperação, manutenção, construção ou adequação de rodovias.
O anúncio foi feito ontem, em Curitiba, pelo ministro dos Transportes, Paulo Passos, durante um encontro do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná, um grupo de 16 entidades representativas, que discutiu as prioridades do Estado nas áreas de infraestrutura e logística, na sede da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).
Uma das obras prioritárias, de acordo com o ministro, será a conclusão da BR-487, a Estrada Boiadeira, no Noroeste. ''Nos próximos 90 dias vai ser possível dar a ordem de serviço para mais um lote, e queremos que toda essa rodovia esteja licitada até o fim deste ano'', declarou Passos.
O ministro também adiantou que em abril deve ser publicado o edital de licitação para a contratação da empresa que fará o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental do Corredor Ferroviário entre Mato Grosso do Sul e Paraná. Pelo traçado prévio, a ferrovia terá 1.116 quilômetros de extensão e vai ligar Paranaguá a Maracaju (MS), passando por Guarapuava, Cascavel e Guaíra.
Para o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, é positivo o fato de o ministro ter apresentado resposta a uma das principais demandas do setor produtivo paranaense. ''Estávamos justamente pleiteando a realização dos estudos de viabilidade desse ramal ferroviário e o ministro mostrou que é algo que já está acontecendo'', afirmou.
O ministro anunciou ainda outras obras no Estado. Segundo ele, a BR-158, entre Campo Mourão e Palmital, e a segunda etapa do Contorno Norte de Maringá, devem ter as ordens de serviço assinadas em ''curto prazo''. Já em relação às BRs 153 (que corta o Norte Pioneiro) e 163 (no Oeste), estão em curso os projetos de qualificação das rodovias.
Para o porta-voz do fórum e presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Rainer Zielasko, todos os projetos são positivos, ''mas a implantação efetiva do corredor ferroviário, por exemplo, deve demorar de três a quatro anos. Enquanto isso o Estado depende das rodovias para transportar toda a produção''.

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