Estado registrou cinco mortes no ano passado
O primeiro caso de hantavírus no Paraná foi registrado no ano passado, quando houve sete casos - quatro em General Osório, dois em Cruz Machado e um em Honório Serpa -, sendo que cinco doentes morreram. No Brasil, o hantavírus apareceu em 1993. Desde então foram comunicados 65 acasos, com 39 mortes.
Apesar do enfrentamento à doença ser uma situação nova para os profissionais de saúde, a diretora da 6ª Regional de Saúde de União da Vitória, Margarete Olivo, acredita que as medidas preventivas que vêm sendo tomadas já estão conseguindo evitar que a doença se agrave. Uma das preocupações tem sido conscientizar a população para que procure assistência médica assim que surgir algum sintoma que possa caracterizar o hantavírus.
As secretarias estadual e a municipal de Saúde de General Carneiro estão desenvolvendo amplo trabalho nos acampamentos onde ficam os trabalhadores das reflorestadoras de pínus. Os cerca de 30 acampamentos na região reúne entre 2 mil e 2,5 mil trabalhadores. A preocupação é evitar que os ratos cheguem aos acampamentos. São medidas simples, como melhorar a higiene, enterrar restos de comida, retirar as rações de dentro das barracas, reconstruir as barracas em nível de pelo menos 70 centímetros acima do solo, pendurar os colchões durante o dia, enfim, tirar do acampamento tudo que atraia os ratos, diz o secretário.
A doença é transmitida pelo contato com as fezes e urina de ratos silvestres, especialmente em locais fechados. O vírus se espalha no ar, entrando no corpo pela respiração. Os sintomas são semelhantes aos da gripe. O paciente tem febre, dores musculares e nas articulações. O estágio mais grave é o aparecimento de um edema pulmonar, que causa falta de ar e pode levar à morte. (M.G.)





