Estado registrou 294 mortes
Os números oficiais sobre a doença demonstram a gravidade que tomou a epidemia no Paraná. No ano passado, 63.893 pessoas tiveram a confirmação por critérios clínicos epidemiológicos ou laboratoriais. Foram 294 mortes. De acordo com o presidente da Sociedade Paranaense de Infectologia, Alceu Fontana Pacheco, 98% dos casos de gripe em 2009, após o aparecimento do novo vírus, eram de gripe A.
As mudanças na rotina em função da pandemia (epidemia em grandes proporções) ainda estão vivas na memória dos paranaenses. Escolas tiveram até um mês de aulas suspensas, eventos foram cancelados, decisões judiciais interferiram nos ambientes corporativos, grávidas foram ''mandadas para casa''. Sem falar em mudanças no comportamento das pessoas que aderiram à chamada ''etiqueta da gripe''.
Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde do Estado, José Lúcio dos Santos, a dificuldade inicial ao lidar com a nova doença foi por uma questão cultural. ''Crescemos ouvindo que 'gripe não é doença'. Mas aí chegou um novo vírus que ninguém tinha imunidade. Então a gripe passou a ser problema de saúde''.
As autoridades estabeleceram protocolos para atendimentos dos paciente e liberação do remédio Tamiflu e fizeram recomendações à população de evitar aglomerações. (M.R.M.)





