Belém, 09 (AE) - A malária, doença provocada por um protozoário, é transmitida de uma pessoa doente para outra pela picada do mosquito anofelino. O tipo mais perigoso da doença é a falciparum (malária maligna). Sem assistência médica, essa moléstia pode matar uma pessoa em 72 horas.
Os sintomas são febre alta, em especial no fim da tarde e durante a madrugada. O doente sente dores abdominais e seu fígado se dilata. Sua pele fica esverdeada, por causa do ataque sofrido pelo fígado. Ainda não existe vacina para a doença. Há testes experimentais nos Estados Unidos, mas os resultados obtidos até agora não encorajam a produção industrial.
Em Belém, o Instituto Evandro Chagas pesquisa uma vacina
mas há poucas informações sobre o que já se conseguiu. O trabalho, em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz, conta com o apoio de instituições norte-americanas.
O método mais eficaz para diminuir a proliferação da malária ainda é a borrifação das casas com produtos químicos que matam o mosquito transmissor. O Pará registrou cerca de 200 mil casos de malária no ano passado. As regiões mais atingidas foram o oeste, o sul e o nordeste do Estado, além das ilhas da região de Marajó. (C.M.)

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