Estado registra maior taxa de mortalidade infantil
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terça-feira, 02 de dezembro de 2008
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Mesmo tendo reduzido em mais de 42% a taxa de mortalidade infantil, entre 1991 e 2007, o indicador paranaense ainda ficou acima dos dois outros estados da Região Sul. De acordo com a pesquisa divulgada, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa do Paraná caiu de 32,30 para 18,60 (óbitos de menores de um ano de idade por cada mil nascidos vivos), enquanto a média sulista teve redução de 41,24%, passando de 27,40 para 16,10, no mesmo período.
Comparado a Santa Catarina e Rio Grande do Sul - que, no ano passado, registraram taxas de mortalidade infantil de 16,10 e 13,50, respectivamente -, o Paraná é o que teve o maior índice. No entanto, o dado paranaense é bem mais positivo que a média nacional (24,32) e ocupa o sexto melhor resultado entre as demais unidades da federação. Além dos estados catarinense e gaúcho, superam o Paraná, São Paulo (15,50), Distrito Federal (16,80) e Mato Grosso do Sul (18,00).
A chefe da Divisão de Informações da Superintendência de Políticas de Atenção Primária da Secretaria de Estado da Saúde, Rossana Vianna, observou que o IBGE trabalha com projeções e o governo com números consolidados. Segundo ela, a taxa de mortalidade infantil no Paraná, em 2006 (último dado disponível), era de 13,7: quase 5 pontos abaixo da informada pelo IBGE para o ano passado.
Para a médica, a redução nas mortes de crianças menores de um ano no Paraná é resultado de uma série de ações que promoveram o aleitamento materno, maior abrangência de imunização contra doenças como meningite, coqueluche e difteria, estímulo ao pré-natal e às consultas regulares no primeiro ano de vida, além de condições adequadas de atendimento à gestação de alto risco.
Ainda de acordo com Rossana, na década de 80, a mortalidade infantil estava mais relacionada a doenças infecciosas e parasitárias. Atualmente, os óbitos são, em maior parte, consequência de doenças das mães (como infecções urinárias, vaginais), que levam ao parto prematuro.
Como signatário da Cúpula do Milênio, o Brasil tem como meta alcançar, até 2015, uma taxa de mortalidade infantil próxima a 15. A projeção calculada pelo IBGE sinaliza uma taxa de 18,20. Já para o Paraná a meta seria de 10.7, mas se projeta que o Estado consiga uma redução de 24,73%, o que deixaria a taxa em 14.00. As projeções para Santa Catarina e Rio Grande do Sul também não atingem as metas do Milênio. Os estados ficariam, respectivamente, com 12,40 e 10,70, em 2015, quando as taxas deveriam alcançar patamares um pouco menores: 9,5 e 7,2.
O IBGE pondera que os resultados do Censo Demográfico de 2010 oferecerão subsídios mais precisos para uma melhor avaliação das possibilidades do Brasil atingir a meta contida nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.


