Estado prepara hospitais 'sentinela'
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sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Paraná deverá usar de ''sentinela'' para a gripe aviária os mesmos hospitais que foram referência durante o risco de epidemia da síndrome de insuficiência respiratória aguda (Sars) ou gripe asiática. Foram eles a Santa Casa de Paranaguá, a Santa Casa de Foz do Iguaçu, Hospital de Clínicas de Curitiba e o Hospital Universitário de Maringá.
De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde, Luiz Armando Erthal, essa deverá ser uma das medidas adotadas no Paraná, mas que ainda depende de um entendimento com os hospitais. Os hospitais sentinela serão os responsáveis por receber casos suspeitos atendidos em outras unidades.
No momento, destacou Erthal, a principal preocupação é com controle da entrada de pessoas doentes vindas da Ásia, onde já houve registro da gripe aviária em humanos. No monitoramento de rotina feito em aeroportos e portos, os fiscais de vigilância sanitária também ficarão atentos a pessoas com sintomas da doença.
Na semana que vem, dois técnicos do Paraná participarão de um seminário no Rio de Janeiro, onde o Ministério da Saúde fará a divulgação do Plano Brasileiro de Contingência para o Enfrentamento de uma Pandemia de Influenza, que é uma resposta do País à Organização Mundial de Saúde (OMS), que alertou sobre uma possível pandemia de gripe a partir do próximo verão do Hemisfério Norte.
Segundo o Ministério da Saúde, o plano contempla as medidas adequadas para cada cenário epidemiológico que temos atualmente e os que poderemos ter no futuro, envolvendo ações de vigilância epidemiológica, utilização de insumos estratégicos como antivirais e vacinas, organização da assistência ambulatorial e hospitalar aos pacientes, comunicação social e medidas de contenção, entre outras.
Atualmente, algumas medidas do plano já se encontram em implantação, como o fortalecimento da vigilância epidemiológica da influenza, a constituição de um estoque estratégico do antiviral Oseltamivir (Tamiflu) e a preparação do Instituto Butantan para a produção da vacina contra a cepa pandêmica.(Com Agência Saúde)


