Recentemente, o Governo do Paraná assinou um protocolo de intenções com 29 prefeituras de cidades com mais de 31 mil habitantes para municipalizar o trânsito. Segundo Marcos Traad, diretor-geral do Detran-PR, a ideia é que dentro de 120 dias sejam definidos cronogramas para a implantação de órgãos municipais de trânsito nesses locais. ''Se o município vai ter custos, precisa se planejar para isso'', diz Traad.
O diretor explica que o Detran-PR vai ajudar na elaboração dos planos de trânsito, e depois continuará colaborando, com ações de educação e em projetos de sinalização, por exemplo. Traad aponta, entretanto, que os municípios inevitavelmente terão de dar uma contrapartida, pois será preciso criar órgãos de trânsito, contratar agentes, entre outras despesas.
''Não é uma conta para fechar. Não estamos pensando em resultado financeiro. O resultado se dará na medida em que o trânsito for controlado mais de perto e o número de ocorrências diminuir. Um prefeito não pode municipalizar o trânsito achando que, com isso, vai ter um grande aumento de arrecadação com multas. Esse é um pensamento que anula a si mesmo, pois a educação dos condutores, a longo prazo, deve diminuir o número de infrações'', afirma o diretor.
Traad argumenta que a municipalização permite planejamento e fiscalização de trânsito mais eficientes, pois o administrador municipal está mais próximo da comunidade e pode definir com mais precisão como atender às demandas locais. ''A partir do momento em que são aproximadas a educação para o trânsito e a fiscalização, a questão é mais bem assimilada pela população, principalmente entre as crianças'', justifica. (F.G.)

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