Estado investiga plano para matar Beira-Mar
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quinta-feira, 10 de outubro de 2002
Agência Folha 
Rio de Janeiro - A Secretaria da Segurança Pública do Rio investiga um suposto plano para matar o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, preso no Batalhão de Choque da Polícia Militar.
Segundo denúncia enviada por um advogado para o Comando-geral da PM, Ministério Público e OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), o traficante seria morto por envenenamento.
A denúncia revela ainda que o advogado foi procurado por um homem que se identificou como ''Maurício'', que teria a responsabilidade de ''encontrar'' alguém dentro do quartel. Essa pessoa iria servir comida envenenada para Beira-Mar em troca de US$ 20 mil.
O homem dizia ainda que havia sido contratado pelo escritório paulista de uma agência norte-americana de combate às drogas.
As ligações de ''Maurício'' ao advogado foram feitas por telefones públicos.
O major Frederico Caldas, assessor de imprensa da Polícia Militar do Rio, afirmou que o comandante Francisco Braz ''tomou conhecimento'' das denúncias e remeteu as informações para o comandante do Batalhão de Choque, onde está preso Beira-Mar, para que sejam tomadas as providências necessárias e para que se comprove a veracidade das denúncias.
Conforme o Ministério Público, o procurador-geral de Justiça do Rio, José MuiÀos PiÀeiro Filho, recebeu e encaminhou as denúncias para o secretário da Segurança do Estado, Roberto Aguiar.
A Secretaria da Segurança, por sua vez, afirma que, além da denúncia, não há nada concreto sobre o plano, mas admite que investiga a possibilidade.


