Curitiba - As medidas governamentais têm ajudado a diminuir o problema e o que tem feito grande diferença são os projetos desenvolvidos através de parcerias, nacionais e, especialmente, internacionais. Mas o Paraná está entre os que menos realizam esse tipo de ação social independente. Enquanto a região Nordeste é beneficiada com 102 projetos, o Sul do Brasil tem somente três, bem abaixo da média das outras localidades. No Sudeste, por exemplo, são 26 instituições estrangeiras investindo no combate à exploração sexual infanto-juvenil.
No Paraná, além dos fundos de financiamento da Organização Mundial do Trabalho (OIT/IPEC), que agora passam a ser de responsabilidade do governo federal, a administração estadual realiza o programa Sentinela -especializado no combate ao abuso e exploração infantil- em 29 municípios. No entanto, a ajuda de órgãos internacionais ainda é muito pequena.
''O Paraná não está entre os selecionados no programa da ONU (Organização das Nações Unidas) para ajuda internacional. Eles dão mais atenção ao Norte e Nordeste porque acham que nós temos recursos, o que infelizmente os dados tem mostrado o contrário. Temos parceria na fronteira mas não conseguimos para outras regiões como no Litoral e, principalmente em Paranaguá'', disse ontem a coordenadora do núcleo de política social da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Denise Arruda Colin.
Ela afirma que a secretaria busca outras soluções, com trabalho conjunto de organizações não-governamentais (ONGs), conselhos tutelares prefeituras e a comunidade. ''Mas isso também acaba sendo difícil porque as pessoas tem medo de serem perseguidas ao denunciar, porque a exploração sexual está ligada ao tráfico de drogas e grandes grupos financeiros e políticos.'' (C.Y.)

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