Curitiba - No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o Paraná aparece como décimo colocado em número de denúncias à Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Criança e ao Adolescente (Abrapia). Mas o Paraná também é um dos 12 estados brasileiros que possui um Plano Regional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil e tem o maior número de municípios no Programa Sentinela, uma iniciativa federal que apóia crianças vítimas de violência sexual. São 27 municípios que possuem centros de referência ou serviços especializados.
O Programa Sentinela, iniciado no ano passado, trabalha tanto na prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes como no apoio às vítimas e suas famílias. Cada centro atende em média 50 crianças e adolescentes por mês e, de acordo com o número de atendimentos, recebe de R$ 37 mil a R$ 117 mil por ano do governo federal. Segundo uma das coordenadoras estaduais do programa, Gladys Maria Teixeira Tortato a proposta é criar condições de resgate dos direitos a assistência social, saúde, educação, justiça, segurança, esporte, lazer e cultura.
A análise de alguns dados mostra que a violência sexual contra crianças e adolescentes é grande no Paraná. O Programa Sentinela de Curitiba recebe em média quatro encaminhamentos diários de conselhos tutelares com denúncias de abuso sexual. São várias as entidades e programas que lidam diretamente com o problema. No entanto, práticas culturais geralmente encobrem as denúncias de abuso e exploração sexual contra jovens. O SOS Criança de Curitiba registrou apenas oito casos comprovados de violência sexual desde o começo do ano. Os dados são bem maiores quando procuramos a Delegacia da Mulher ou o Instituto Médico Legal (IML), que faz o exame físico.

mockup