Estado de SP perde professores para o setor privado14/Mar, 22:42 São Paulo, 14 (AE) - Há cincos anos São Paulo possuía "30 mil professores não habilitados", informou Rose Neubauer, secretária da Educação, e hoje "ainda existem 5 ou 6 mil no ensino médio nessa condição". O Estado perde professores de matemática e física para o mercado financeiro e de informática, disse, e os de geografia, biologia e química para "novas áreas de meio ambiente das indústrias e das ONGs". A demanda por professores não é atendida porque os cursos de licenciatura "não representam 30% das vagas nas universidades", observou. Sem novas tecnologias, será muito difícil capacitar a massa de docentes para a expansão do ensino médio. Rose definiu como "preconceituosa" a idéia de que os professores não sabem usar as novas tecnologias, lembrando que os docentes do Vale do Ribeira, a região mais pobre do Estado, são os que têm revelado "o melhor aproveitamento dos computadores". Prazos - A Lei de Diretrizes e Bases "estabelece prazos" para a formação dos professores do ensino médio "e o governo deve cumpri-los", lembrou Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp, o sindicato dos professores do ensino público paulista. "Nós sempre reivindicamos essa ajuda", disse ela, porque "as próprias reformas do governo exigem melhor capacitação". Ela discorda, no entanto, da "superexposição à telessala", porque esse recurso pode "maquiar as carências de formação do docente". Ela não é contra as novas tecnologias, mas apontou a necessidade de investir na "formação continuada do professor no próprio local de trabalho". E reclamou que muitas vezes os professores "dependem dos técnicos" para poder usar os computadores.

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