O governo estadual anunciou ontem, em solenidade oficial na sede da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária, em Curitiba, a ativação do Centro Integrado de Comando e Controle Regional do Paraná (CICCR). O serviço foi criado para ser utilizado como ferramenta policial 24 horas e começa a funcionar em Curitiba e Região Metropolitana. Segundo o governo estadual, a intenção é expandir as atividades para todo o território paranaense.
A estrutura do Centro permite o videomonitoramento dia e noite, por meio da interligação com câmeras de segurança públicas e privadas. A Sesp informou que 2 mil câmeras públicas já estão integradas ao sistema e que, com o trabalho de profissionais da área de inteligência, auxiliarão em tempo real o policial que estiver atendendo uma ocorrência.
Fazem parte do CICCR as polícias Civil, Militar, Científica, Corpo de Bombeiros, as Polícias Rodoviária Estadual e Federal, Guardas Municipais Metropolitanas e o Departamento de Execução Penal (Depen), que terá o objetivo de fazer o monitoramento das tornozeleiras eletrônicas a partir do local, além de outras entidades.
"Esse Centro Integrado é um importante instrumento tecnológico a serviço da proteção da população. Ele permite a integração entre as forças de segurança e vai facilitar o trabalho policial", afirmou o governador Beto Richa (PSDB) à Agência Estadual de Notícias. O secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita, garantiu que será possível pesquisar informações dos suspeitos em bancos de dados e cruzar esse levantamento com placas de veículos, por exemplo, interagindo com o policial que estiver na rua, atendendo a ocorrência.

BOLETIM ELETRÔNICO


Outra ação que o governo anunciou que estará vinculada ao Centro Integrado de Comando e Controle é a substituição do boletim de ocorrências em papel, preenchido pelo policial na rua, pelo boletim eletrônico, a ser preenchido na hora do atendimento, em tablets. De acordo com a Agência Estadual de Notícias, a Segurança Pública já possui os aparelhos e os distribuirá às unidades policiais. "Com isso, teremos um ganho de tempo e de estatística. Os boletins de ocorrências serão feitos nos tablets, as informações irão gerar um banco de dados online e a transição será feita pela Polícia Civil, que fará o inquérito policial de maneira digital", explicou o secretário Wagner Mesquita.

mockup