Estado aprimora combate à KPC
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quarta-feira, 03 de novembro de 2010
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Londrina - O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) do Paraná deve finalizar até a próxima sexta-feira o plano visando aprimorar o controle e rastreamento de ocorrências relacionadas com a bactéria multirresistente Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC). Até o momento, o Paraná, assim como o restante do país, não mantém vigilância sobre a superbactéria que pode provocar infecções graves, principalmente no ambiente hospitalar, e até matar.
A coordenadora estadual do CIEVS, Ângela Maron de Melo, adiantou que as principais medidas do plano são: notificação imediata por parte dos hospitais das suspeitas e dos casos confirmados de colonização ou infecção por KPC; o treinamento de profissionais da área da saúde; a padronização do protocolo para análise de amostras relacionadas com bactérias multirresistentes; e intensificação das normas para controle de infecção hospitalar. As ideias deverão ser apresentadas na sexta-feira à Secretaria de Estado da Saúde.
Até o momento, nenhum Estado brasileiro mantinha qualquer monitoramento sobre a superbactéria. No Paraná, os primeiros casos foram descobertos no ano passado no Hospital Universitário de Londrina, que desde então já confirmou mais de 230 suspeitas. No entanto, o hospital não investigou se casos de óbitos entre alguns destes pacientes teriam sido provocados pela KPC. No Distrito Federal, um surto da bactéria multirresistente já teria matado quase 18 pacientes.
Ontem, Ângela disse desconhecer dois óbitos no Norte e Noroeste do Estado, suspeitos de terem sido provocados pela superbactéria. Em Londrina, um rapaz de 23 anos morreu no Universitário, anteontem. Em Maringá, uma menina de dois anos faleceu também no Universitário. A coordenadora do CIEVS disse não ter informações sobre estes dois casos, embora tenha tomado conhecimento de que um caso envolvendo criança seria meningite.


