Estado aguarda notificação para fazer reintegração de posse
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sábado, 29 de dezembro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As assessorias de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informaram ontem que o Estado ainda não foi notificado da decisão que o obriga a efetuar a reintegração de posse na área da empresa Syngenta Seeds ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Caso não cumpra com a reintegração de posse, o Estado pode ter que pagar multa de R$ 50 mil por dia. A Sesp e a PGE não deram detalhes sobre os procedimentos a partir da notificação.
A decisão é do juiz titular Fabrício Priotto Mussi, da 1 Vara Cível de Cascavel, que atendeu no último dia 20 o pedido de confirmação da medida liminar de reintegração de posse da área, que fica em Santa Tereza do Oeste (24 km ao sul de Cascavel). O pedido de confirmação da medida liminar foi feito pela empresa.
Anteontem, um oficial de Justiça foi até a área para notificar da decisão as cerca de 50 famílias do MST que estão acampadas no local. Na ocasião, as famílias não se retiraram da área. A reportagem, ontem, não conseguiu contato com o MST. A assessoria de imprensa da Syngenta Seeds ressaltou apenas que espera por uma solução pacífica.
O imbróglio envolvendo o Estado, o MST e a Syngenta Seeds se arrasta desde março de 2006. No final de outubro, um confronto entre seguranças e integrantes do MST resultou na morte de duas pessoas - um dos militantes ligados ao MST, Valmir Mota de Oliveira, e o segurança Fábio Ferreira.


