Curitiba - Apesar de já ter em mãos o mandado judicial de reintegração de posse, a Secretaria de Estado da Segurança Pública vai esperar a vistoria do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) na fazenda da Agropecuária São Rafael, em Antonina, litoral do Estado, para decidir sobre a desocupação da área. A propriedade foi invadida por famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na madrugada da última quarta-feira.
O MST alega que não ocupou a fazenda, mas apenas bloqueou a estrada de acesso à propriedade como protesto pelos crimes ambientais, que serão avaliados pelo IAP na segunda-feira. As famílias de sem-terra, segundo a assessoria de imprensa do MST, estariam denunciando o desvio de rios que passam pela propriedade e a derrubada de mata nativa.
O dono da fazenda, Pedro Paulo Pamplona, nega as acusações. Ele disse que a área é de preservação e que apenas mandou arrumar o leito do rio que havia ficado assoreado depois de uma enchente. Pamplona rebate a acusação, alegando que os integrantes do MST, que estavam acampados a 100 metros de sua propriedade, é que derrubaram um alqueire de árvores de uma área vizinha.
Em uma correspondência encaminhada à Federação da Agricultura do Paraná (Faep), com cópias para a Secretaria de Estado da Segurança Pública e ao comando do 9º Batalhão da Polícia Militar de Paranaguá, Pamplona denuncia que os sem-terra teriam cortado o telefone e retirado bens da casa sede da fazenda.

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