Estádio foi construído numa voçoroca
SoluçãoCratera deu lugar ao Estádio Felipão, inaugurado em 1992, com capacidade para 20 mil pessoasUm estádio de futebol com capacidade para 20 mil pessoas ocupa hoje a cratera que até 1990 era a maior erosão de Paranavaí. A voçoroca media 200 metros de largura por 400 de extensão e tinha cerca de 15 metros de profundidade. O ex-prefeito e ex-presidente do Serviço de Pavimentação do município, José Augusto Felipe, reelembra que somente fechar o buraco não resolvia porque haviam nascentes dágua. Era preciso drenar a água e construir.
O projeto ficou na gaveta até 1990, quando o ex-prefeito Rubens Felipe resolveu colocá-lo em prática. O problema de erosão foi controlado, Paranavaí ganhou um estádio e os imóveis da área, localizada no centro da cidade, valorizaram muito depois disso.
Inuagurado no final de 92, o estádio custou U$ 1,2 milhão, incluindo as obras de aterramento e drenagem do terreno. A prefeitura bancou a obra sozinha.
Felipe relembra que foram revolvidos 15 mil caminhões de terra dentro da cratera, além de colocados outros 2.800 caminhões de terra no local. Embaixo do estádio existem tubulações que drenam a água da chuva e das minas para outros sistemas de galerias pluvais da cidade.
José Augusto Felipe defende a adoção de projetos como o do estádio de Paranavaí para se erradicar a erosão nas cidades de solo arenito Caiuá.
Segundo o ex-prefeito, os projetos de combate se limitam a canalizar a água no ponto onde se forma a erosão e jogá-la em outro lugar. Geralmente aparece nova erosão no lugar onde a água está sendo lançada.
Na prática apenas muda-se o problema de lugar. Para Felipe, obras de dragagem e aterramento devem vir acompanhadas de projetos complementares capazes de resolver definitivamente os problemas.
Construção de obras, centro de lazer, lagos e reflorestamentos são algumas das alternativas apontadas pelo ex-prefeito. O engenheiro e ambientalista Rui Martins Lisboa, de Umuarama, também concorda que a engenharia de combate à erosão precisa ser repensada.





