São Paulo, 05 (AE) - O estacionamento do pavilhão de exposições pode estar abrigando outro grande esquema de corrupção dentro da Anhembi Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo. Hoje, promotores de Justiça e policiais apreenderam centenas de tíquetes do estacionamento, acondicionados em urnas.
A suspeita é que sejam impressos tíquetes dublês (com o mesmo número de série), que são entregues para determinados guichês em dias de feiras e eventos. Esses tíquetes não são conferidos - somente os talões dos caixas. Na hora da prestação de contas, é apresentada uma quantia de carros inferior à real ocupação do estacionamento.
Essa seria a explicação para a relutância da administração da Anhembi em adotar um sistema informatizado no estacionamento, a exemplo do que ocorre nos shopping centers. "Pelo sistema manual fica muito mais fácil desviar dinheiro", afirma um ex-presidente da empresa, que não se quis identificar. Em dias de maior lotação, o estacionamento abriga até 15 mil carros.
Outro problema é a contratação de pessoal temporário para trabalhar nas grandes feiras, montando estandes, fazendo limpeza, coordenação de público e caixas. Indicadas pela Manpower, essas pessoas só podem permanecer por períodos de três meses, renovados por mais três. Artifícios, no entanto, fazem com que amigos, parentes e indicados de políticos e vereadores recebam salários indefinidamente, sem nunca trabalhar.

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