São Paulo, 21 (AE) - A Estação Ciência, da Universidade de São Paulo, é o que historiadores e museólogos classificam de "museu vivo". De tão vivo, passou a atrair crianças que vivem e trabalham nas ruas da Lapa, onde se localiza. "Os meninos foram atraídos pela plataforma de informática", conta o historiador André Chaves de Melo, ao falar sobre os computadores que ficam à disposição das crianças.
A partir de 1996, os meninos eram tantos que a coordenação do museu pediu a colaboração de uma organização não-governamental (ONG) para atendê-los. Assim surgiu o Projeto Clicar, que alfabetizou muitos desses meninos. Hoje já são cerca de 2 mil que visitam o museu.
O que torna a Estação atraente é a interatividade. As crianças podem tocar nos objetos e contam com monitores especializados em cada área de conhecimento exposta no museu. Além de a entrada ser franca, as crianças têm atividades complementares. "Conseguimos mostrar que o ensino de ciências pode e deve ser vivo", diz André.
A Estação recebe quase tantos visitantes quanto o Museu de Arte de São Paulo e o Museu Paulista (Ipiranga). A presença das escolas públicas (estaduais e municipais) é maior do que de escolas privadas, que dispõem de laboratórios mais sofisticados. Além da exposição permanente, a Estação promove eventos científicos com atrações para crianças. Um bom exemplo é a Mostra de Material de Divulgação e Ensino de Ciências, que já está em sua 4ª edição.

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