Esso, Shell e Texaco são as primeiras a extrair petróleo no Brasil
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domingo, 20 de junho de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 21 (AE) - Exxon (Esso do Brasil), Shell e Texas Company (Texaco) devem ser as primeiras empresas privadas a extrair petróleo no Brasil. As três companhias acertaram com a Petrobrás uma parceria para o campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos, que iniciará produção comercial dentro de três anos. O acordo inclui ainda as tradings japonesas Japex e Marubeni e tem assinatura prevista para o mês que vem. A Exxon será a operadora do projeto, com participação de 30%, e embora a Petrobrás seja majoritária, com 35% de participação, o investimento, calculado em mais de US$ 1 bilhão, será totalmente arcado pelas parceiras privadas.
"A Petrobrás fez todo o processo de exploração e descobriu petróleo no campo", explicou o diretor de Exploração e Produção, José Coutinho Barbosa. Extensão do campo de Albacora
que produz atualmente 155 mil barris de petróleo por dia (24 645 milhões de litros), Albacora Leste tem previsão de extração de 100 mil barris por dia quando estiver operando a plena capacidade.
O presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul, divulgou hoje que 15 novas parcerias para exploração de petróleo serão fechadas até a primeira quinzena de julho, além de um acordo em outra área de desenvolvimento, no campo de Pescada-Arabaiana, no Rio Grande do Norte. O acordo está sendo negociado com a norte-americana Unocal. O valor total dos projetos é de US$ 5 bilhões, para os próximos cinco anos.
Somados às parcerias de antes da licitação da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e aos acordos firmados no leilão, a Petrobrás terá 33 associações com 15 companhias privadas em campos de exploração e produção a partir deste ano. "A participação da Petrobrás no leilão ajudou o processo de entrada de outras empresas, que estavam interessadas num trabalho conjunto", disse Reichstul, que considerou menos importante o fato de apenas 12 das 27 áreas leiloadas pela ANP terem sido arrematadas. "O que importa não é a quantidade, mas a qualidade dos projetos", disse. "Havia no leilão áreas de todos os tipos
até em terra, que não interessam às grandes companhias."
Prevendo investimentos de US$ 50 bilhões nas áreas de exploração e produção de petróleo para os próximos dez anos, Reichstul disse que as operações nas áreas licitadas devem ser iniciadas ainda este ano. Lembrou, contudo, que os navios sísmicos das empresas que começarão a atuar nas áreas brasileiras ainda demoram pelo menos três meses para chegar ao País.


