Esquerda acusa adversários de preparar golpe de Estado no Irã
Teerã, 15 (AE-ANSA) - A Organização dos Mujahedins da Revolução Islâmica, um grupo formado por reformistas de esquerda ligados ao presidente iraniano, Mohammad Khatami, acusou hoje (15) os adversários do chefe de Estado de preparar um "golpe" contra ele para bloquear as reformas democráticas por ele impulsionadas.
Em um comunicado, a organização, de cuja direção fazem parte dois vice-ministros, sustentou que "desde quando o governo do presidente Khatami foi formado, alguns grupos e algumas forças fizeram da destruição de seu programa seu principal objetivo".
Seguindo o mesmo pensamento, um dos líderes do movimento pró-democracia estudantil no Irã, Ali Afshari, disse que as desordens dos últimos dias em Teerã foram provocadas pelos adversários das reformas promovidas por Khatami.
"Os responsáveis são os chamados Ansar-e Hizbollah (Seguidores do Partido de Deus), mas os mandantes vêm de círculos mais amplos, contrários às reformas de Khatami e responsáveis pela cadeia de mortes de intelectuais e opositores nacionalistas", disse Afshari. Segundo ele, as desordens foram provocadas com a intenção de distrair a atenção da opinião pública da investigação dos assassinatos", que envolve membros "desviados" dos serviços secretos.
A Universidade de Teerã e toda a área onde há uma semana começaram os choques entre estudantes, policiais e milicianos integristas islâmicos permanecia cercada pelos Pasdaran (guardiães da revolução), enquanto milhares de basiji (voluntários fundamentalistas) patrulhavam as ruas. Os estudantes, que pararam com os protestos, não desistiram de suas exigências - que inclui o afastamento do chefe de polícia.
Ainda hoje, o principal grupo de oposição no exílio, o Mujahedin Khalq, informou que mais de 10 mil pessoas foram detidas nos últimos dias.





