Esquenta disputa por escolha de prato típico
Marcos Zanatta
De Maringá
A escolha do prato típico de Maringá, que será apontado por uma pesquisa popular, começa a mobilizar os defensores dos pratos mais tradicionais da cidade. A família Cantagelli, que tem um restaurante na Venda São Domingos, um bairro afastado da área urbana, saiu em defesa do porco no tacho. O Centro de Tradições Gaúchas (CTG) está em campanha pela costela de fogo de chão.
Existe ainda os defensores de pratos à base de peixe e da cozinha japonesa, muito divulgados pelo Festival Nipo Brasileiro, que atrai, em média, 50 mil pessoas para a cidade durante dois finais de semana em agosto.
Um levantamento do Patrimônio Histórico da prefeitura mostrou que no período de ocupação de Maringá, entre 1938 e 1950, as carnes de porco e boi eram a base da alimentação. Principalmente a de porco, que diante das dificuldades de transporte e de conservação, eram mais adequadas. Os primeiros migrantes da região traziam os animais, que quando alcançavam o peso ideal, eram mortos e conservados na própria banha.
A carne era tirada com a banha e frita em tachos, originando o prato hoje servido em vários restaurantes da cidade. A costela, feita com os espetos fincados no chão ao lado da brasa, também vem da época da colonização.
A pesquisa vai nos orientar qual o prato típico e também os caompanhamentos, avisa a coordenadora de turismo da prefeitura, Tiana Lorencete. Serão montados postos de coletas em pontos estratégicos e pesquisadores vão entrevistar os pioneiros.





