Esquema de segurança falha e manifestantes se aproximam de Fidel
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sábado, 26 de junho de 1999
Por Beatriz Coelho Silva e Sônia Apolinário 
Rio, 27 (AE) - O superesquema de segurança prometido para o presidente de Cuba, Fidel Castro, falhou na sua chegada ao Hotel Othon, em Copacabana, na zona sul do Rio, hoje, às 21 horas. Manifestantes pró-Cuba, que o esperavam na porta, romperam o cordão de isolamento e conseguiram se aproximar do dirigente. Eram cerca de 200 pessoas, qcom bandeiras do PT e faixas de apoio a Cuba. Elas gritavam slogans como "Cuba sim, yankees não. Viva Fidel e a Revolução".
Fidel parou para cumprimentar os manifestantes na porta do hotel, acenou, mandou beijos, se deixou fotografar e apertou as mãos de algumas pessoas. "É um imenso prazer estar no Brasil e ser recebido com tanto calor pela polulação local", disse. Dentro do hotel, cerca de 30 pessoas o rodearam na porta do elevador. "Tiramos foto, ele é maravihoso", disse Sônia P. Corone, nutricionista aposentada. Militante do PT, ela já foi a Cuba quatro vezes. "Soubemos que havaria manifestação contra Fidel, então viemos para formar o muro humano em defesa a Cuba."
Não se sabe a hora exata da chegada de Fidel à Base Aérea do Galeão, não divulgada por medida de segurança. A comitiva deixou a base às 20h20. Por volta das 20 horas, o nervosismo tomou conta dos militares que faziam a segurança na porta da Base Aérea, onde só estava alguns jornalistas. A comitiva, formada por nove carros de passeio e duas vans, levou 30 minutos para chegar ao hotel, escoltada por onze batedores.


