O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) concluiu ontem a investigação sobre o esquema de exploração sexual que veio à tona há oito meses, com a prisão do auditor Luiz Antônio de Souza, pego em flagrante com uma adolescente em um motel de Londrina. De acordo com o delegado Alan Flore, a investigação resultou em 39 inquéritos policiais. Ao todo, foram 33 pessoas indiciadas: nove aliciadoras e 24 contratantes.
Os nomes dos novos indiciados não foram revelados, segundo o delegado, para não atrapalhar o andamento dos processos. "Fizemos avanços consideráveis nos últimos meses e outros suspeitos foram indiciados. Os inquéritos já foram concluídos e encaminhados para a Justiça", detalhou. De acordo com o delegado, o esquema perdurou pelos últimos 12 anos. Deste período, 32 vítimas identificadas.
Como os inquéritos citam mais de um caso, foram registrados oito indiciamentos por estupro de vulneráveis – com vítimas menores de 14 anos - e 37 indiciamentos por favorecimento a exploração sexual de adolescentes. Flore não descarta que alguns envolvidos possam ter escapado à investigação. "Como essas pessoas se conheciam e tinham as mesmas adolescentes e aliciadoras em comum, fica clara a existência de uma rede de exploração sexual. Outros nomes podem não ter sido alcançados pela investigação, mas fizemos tudo que estava ao nosso alcance para que eles pudessem responder aos crimes", garantiu.
Luiz Antônio de Souza foi preso em flagrante em um motel da cidade em 13 de janeiro. Ele pagaria R$ 2,5 mil pelo programa com uma adolescente de 15 anos. A aliciadora, indiciada, é irmã da adolescente. Outros dois auditores foram presos: José Luiz Favoreto Pereira e Orlando Aranda. As investigações chegaram ainda ao ex-assessor do governo estadual Marcelo Caramori e aos ex-vereadores de Londrina, Zaqueu Berbel e Alvair de Souza, além de empresários, advogados e policiais e aliciadoras. Os inquéritos seguem agora para a promotoria da 6ª Vara Criminal de Londrina, que deve oferecer as denúncias à Justiça.

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