Curitiba - O Comando de Operações Especiais (Coe), da Polícia Militar (PM) do Paraná, iniciou, na tarde de ontem, o primeiro curso antibomba no Estado. Muitos podem achar até desnecessário um esquadrão exclusivo para desativar explosivos, mas para uma cidade que quer sediar um evento do porte da Copa do Mundo, talvez, não seja. Para ajudar o trabalho policial, deve chegar ao Coe, em breve, uma roupa antifragmentação, um escudo e um braço manipulador. Os três instrumentos são canadenses e custaram R$ 400 mil ao cofres públicos. De acordo com o comandante do Coe, tenente Anderson Puglia, há, no Estado, por mês, de duas a três ocorrências com bomba.
Entretanto, em Rio Branco do Sul, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no dia 5 de março deste ano, ocorreu, apontado por Puglia, o maior atentado com bomba detonada na história do País. Na época, uma mulher morreu e outras duas pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança de 11 anos. Não há no Brasil, de acordo com ele, nenhuma outra ocorrência deste porte em que a explosão tenha acontecido. A Polícia Civil da cidade ainda investiga o caso e há suspeitas de envolvimento do tráfico de drogas.
Para prevenção e atualização, 13 policiais, sendo 11 paranaenses, iniciaram o curso antibomba. A aula inaugural foi com Aggeu Lemos Bezerra Neto, perito criminal federal, considerado um dos maiores especialistas antibomba no País. ''Hoje em dia a polícia do Paraná está bem preparada, mas tem que estar sempre se atualizando'', ressaltou.
Em um curso de cinco semanas, os policiais aprenderão todas as técnicas da área. Mas não será apenas o curso que os colocará entre os melhores do Brasil.
Há quatro especialistas no assunto dentro do Coe atualmente. O curso tem como principal objetivo renovar e aumentar o efetivo antibomba. Após o curso e com os novos equipamentos, conforme o tenente, o Coe está mais preparado do que já era para receber eventos como a Copa do Mundo.
''Já temos uma excelente estrutura hoje. Estamos preparados para receber eventos de grande porte como a Copa'', afirmou o policial. Bezerra concorda com o tenente e acrescenta: ''Um evento de grande porte necessita sempre de um planejamento minucioso. Os policiais do Paraná são sérios. Caso Curitiba venha a ser sede, tem plena condição de se preparar para receber o evento''.

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