Uma espinha infeccionada provocou a morte da comerciária Walkíria Lopes da Silva Magalhães, 26 anos, que foi enterrada ontem em Goiânia (GO). Ela morreu em consequência de uma infecção generalizada provocada por uma espinha inflamada no lado esquerdo do rosto.
Depois de espremida, a espinha virou um furúnculo. Para tratá-lo, Walkíria foi no dia 25 de setembro ao Cais Finsocial, onde funciona um posto municipal de saúde. Humberto Magalhães, marido de Walkíria, disse que os médicos drenaram o abcesso e deram uma injeção. ‘‘O rosto dela começou a inchar e doía muito. Ela se sentia mal e não conseguia dormir à noite.’’
Segundo ele, Walkíria voltou à unidade de saúde no dia seguinte para fazer curativo e tomar outra injeção. Como a comerciária não melhorava, no dia 28 Magalhães a levou novamente ao Cais Finsocial, onde foi atendida por um médico do Programa Saúde da Família. ‘‘Ele receitou antiinflamatório e antibiótico e disse que ela já deveria estar tomando essa medicação.’’
O marido afirmou que Walkíria acordou no dia 29 com dor no peito. ‘‘Nesse dia eu madruguei no posto para marcar uma consulta, mas só consegui para 3 de outubro.’’
No dia 29, às 19 horas, Walkíria foi internada na UTI do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás. Magalhães disse que ela já não andava, não falava direito e estava com a vista embaçada.
Walkíria morreu na segunda-feira. No atestado de óbito, a causa morte é ‘‘instabilidade e falência do miocárdio por acidose metabólica, choque séptico grave’’, ou seja, choque por bactéria com infecção generalizada.
A assessoria de imprensa do HC informou que Walkíria foi internada na UTI, mas que o estado era tão grave que resultou na morte.

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