Esperança para João Pedro
Portador de uma distrofia endotelial hereditária congênita (CHED) em ambos os olhos, João Pedro Vieira Godoy, seis anos, tem no transplante de córnea a única solução para o problema. A camada mais profunda da córnea, o endotélio, apresenta problemas à visão, tornando-a embaçada. Com o transplante, ele ganharia uma córnea transparente a qual garantiria uma visão 100%, explica a oftalmologista Ana Paula Oguido. Segundo a especialista, a medicação (colírio) utilizada em João Pedro é apenas um paliativo para aliviar a opacidade da córnea.
O estudante recebeu a indicação de transplante de córnea utilizando o Intralase, mas a família não possui recursos para pagar o procedimento. Segundo a mãe de João Pedro, Rosiani Maria Godoy, o custo do transplante para cada olho é de R$ 15 mil, e não é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O oftalmologista Leon Grupemmacher justifica que a tecnologia é cara, e realizada pelo SUS somente em estudos especiais, cujo custo é pago pelo hospital em protocolos de estudos específicos.
O olho de um transplantado é mais frágil e os cuidados no pós-operatório vão além das visitas médicas para avaliação. De acordo com a oftalmologista, os maiores riscos aos quais um paciente com córnea transplantada estão sujeitos são a infecção e a rejeição, por isso, ressalta, é importante evitar esforço físico, traumas, aplicar colírio conforme indicação médica e ter muita atenção com a higiene, evitando-se coçar os olhos, pois este hábito pode romper os pontos. É difícil para uma criança manter estes cuidados por um longo período; o menor tempo de recuperação proporcionado pelo Intralase daria maior qualidade de vida ao meu filho, argumenta a mãe. (C.V)





