Esperança
EsperançaMaria Alves Neto e o filho Andrey, fotografados na Fazenda Serraria, em Tamarana, eram sem-terra. Agora não são mais: conseguiram a terra, depois de morar tempos sob uma barraca de lona preta, nas invasões em busca de posse ou só de um lugar para morar e produzir. Dorico da Silva, vinte anos e meio na Folha, em duas etapas - ficou aqui dezoito anos na primeira vez - gosta de fotografar coisas e gente do campo. Nascido em Sertanópolis, filho de gaúcho com catarinense, ele é fotógrafo profissional há 34 anos. É uma longa experiência, mas diz, modestamente: A gente nunca aprende; quando pensa que está bom, surgem novidades. Sobre fotografar para jornal, explica: Tem que apertar o gatilho na hora certa. Não adianta atirar no passarinho depois que ele voou. É preciso pegar no momento exato.





