Rio- Além de dores no corpo, diarréia e manchas na pele, a espera se tornou mais um ''sintoma'' da dengue nos hospitais públicos no Rio. A demora, em média, é de três horas nos principais postos de atendimento.
A reportagem acompanhou a fila do Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier (zona norte). Viu disputa por muros para acomodar as crianças -todas as cadeiras já estavam ocupadas-, desleixo pela limpeza e dezenas de crianças entre 4 e 12 anos reunidas sem brincadeiras -abatidas pela doença.
A sala de espera possui ar-condicionado, o que abrandava o clima quente e úmido. No entanto faltavam cadeiras para as possíveis de vítimas da dengue fazerem o que mandam os médicos: descansar.
A dona de casa Simone da Silva, 35, segurou no colo por uma hora e meia a filha Lívia Cristina, 4. ''Ela pesava 17 kg, mas emagreceu quatro na última semana, por causa da doença''. A aposentada Almerinda Faria dos Santos, 69, sentou-se -não em uma cadeira, mas no ferro onde deveria existir uma.

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