Londrina - Pelo menos 12 pacientes esperaram por horas para receber atendimento por meio do Sistema de Assistência à Saúde (SAS) ontem em Londrina. O convênio beneficia funcionários públicos do Estado e é administrado pela Santa Casa.
De acordo com o sargento Claudemar Rodrigues do Prado, da Polícia Rodoviária, que apresentava febre alta, sua espera teve início por volta das 10 horas. ''Estivemos no pronto-socorro da Santa Casa pela manhã e nos encaminharam para cá. Todos nós trouxemos um documento que informava que o médico começaria a atender às 13, mas este papel foi recolhido por uma enfermeira. Agora são 17 horas e o médico ainda não chegou'', disse.
Segundo ele, as enfermeiras sempre informavam que o médico estaria ''chegando''. ''Uma hora elas falaram que ele estava tomando água, na outra que ele estava atendendo uma emergência. Nós também somos emergência. Se estivemos no pronto-socorro é porque precisamos de atendimento'', argumentou.
Enquanto a equipe de reportagem estava no local, o médico chegou para atender os pacientes que estavam aguardando. O relógio marcava 17h08. O médico Gustavo Queiroz informou que seu horário de atendimento se iniciava às 16 horas.
Ele afirmou que os pacientes encaminhados para o SAS são excedentes da Santa Casa. ''Quando está lotado lá eles mandam para nós, mas são pacientes que não precisam de atendimento com urgência. Este é um benefício mal-interpretado pelas pessoas'', disse.
De acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa, no SAS é mantido um pronto atendimento para os pacientes do convênio que não estão em situação de emergência. A confusão ocorreu porque um dos médicos estava em férias, mas retorna ao trabalho hoje. Conforme a assessoria, os pacientes foram orientados a comparecer com antecedência ao SAS porque passam por uma pré-consulta com a equipe de enfermagem antes do atendimento. O hospital afirmou que a situação foi uma exceção.

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