Espera de sete horas no PAM
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terça-feira, 04 de janeiro de 2011
Paula Costa Bonini e <br>Marian Trigueiros <br>Reportagem Local 
Londrina - Quem precisou de atendimento médico voltou a enfrentar superlotação e longa espera no Pronto Atendimento Municipal (PAM) e no Pronto Atendimento Infantil (PAI). Ontem a espera pelo atendimento chegou a sete horas. Anteontem, foram até dez horas na fila.
Segundo a assessora de enfermagem da Diretoria de Ações em Saúde da Secretaria de Saúde Tatiane Almeida do Carmo, a troca da empresa terceirizada que realiza os serviços de Saúde em Londrina fez com que o município perdesse muitos médicos. Além disso, alguns profissionais precisaram ser remanejados.
''Devido a exonerações, atestados e licenças, vários médicos faltaram no domingo (anteontem)'', afirmou Tatiane, ressaltando que os postos de saúde 16 horas do Leonor, União da Vitória e Maria Cecília sofreram com a ausência de plantonista. ''Os plantonistas da autarquia só podem ser repostos por meio de concurso público, que está previsto para fevereiro. Até então, vamos fechar as escalas com horas extras e tentar reforçar o quadro de médicos.''
No domingo, a situação piorou durante a tarde, quando os postos de saúde 16 horas e os Hospitais da Zona Sul e da Zona Norte começaram a encaminhar pacientes. Para o diretor-clínico interino do HZS Antonio Freitas, não houve falha no encaminhamento. ''A unidade atende conforme a classificação de risco. Orientamos a procurar o PAM, mas a pessoa poderia escolher esperar, com a consciência que poderia levar mais de seis horas.''
O mesmo argumentou a diretora-clínica do HZN, Vera Lúcia Marvule. ''Nenhum médico faltou aqui, foram três escalados por período, mais dois na enfermaria.'' Segundo ela, falta conscientização da comunidade sobre hieraquização de atendimento. ''O hospital dá prioridade para casos de urgência e emergência. Nenhum caso dessa natureza foi ignorado. As pessoas precisam procurar pelo atendimento no lugar certo e não superlotar o PS.''
'Descaso'
Com cólica de rim, Noeli Buriola chegou no PAM por volta das 11 horas com fortes dores de ontem. ''Passei pela triagem ao meio-dia. Até agora (17 horas) não fui chamada. É um desrespeito. Vão esperar alguém morrer para tomarem providências?'', questionou. ''É um descaso'', desabafou o pedreiro Jair Rizzi, que estava com febre e mal-estar.
''Durante a manhã a situação estava mais tumultuada, pois só estávamos com dois plantonistas. À tarde, quatro médicos estavam atendendo'', explicou Adriana Carvalho Parreira, gerente do PAM e do PAI. Ela informou que 240 fichas foram preenchidas e 180 pessoas receberam atendimento no PAM até às 17h30. No PAI, foram contabilizados 150 fichas e 98 atendimentos.


