César AugustoESPERA
O show do grupo de pagode Karametade, programado para acontecer em Londrina a partir das 22 horas de ontem, corria o risco de não ser realizado por falta de pagamento dos direitos autorais ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). Uma ação ordinária com liminar, expedida na tarde de ontem pela juíza da 8ª Vara Cível, Cristiane Tereza Willy Ferreira, determinou o cancelamento do show e o lacramento dos equipamentos de som caso os R$ 5.500,00 devidos ao Ecad não fossem pagos pelos promotores do evento. O show fazia parte da abertura da 3ª Expofest – a Festa do Chopp Escuro –, realizada na Avenida Saul Elkind, na zona norte da cidade. Os promotores citados na ação da juíza são Marcos de Mello Pionerdo e a Federação da Associação de Moradores de Bairros de Londrina (Famol). Por volta das 20 horas, dois oficiais de Justiça tentavam encontrar os promotores, no local da Expofest, para receber a quantia estipulada pelo Ecad. Caso isto não ocorresse, eles chamariam a força policial para fazer cumprir a determinação da juíza. Em frente aos portões do recinto do show, mesmo antes da abertura uma grande fila de fãs do Karametade já estava formada. O ingresso antecipado foi vendido por R$ 5,00; na portaria, ele custava R$ 10,00. Os oficiais de Justiça disseram que caso não houvesse o pagamento entrariam em contato com os membros do grupo, hospedado em um hotel da área central, para que eles não fossem ao local do show, evitando assim o tumulto que poderia ser causado pela notícia do concelamento.

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