A estação espacial russa Mir tentará hoje um de seus experimentos mais ousados: abrir um espelho gigante para refletir a luz do sol nos cantos mais escuros da Terra.
O objetivo do teste ‘‘Znamya (Estandarte) 2,5’’ de um dia é analisar se os grandes espelhos orbitais podem iluminar os escuros invernos do norte da Rússia, melhorar a agricultura prolongando o dia ou iluminar locais de construção e áreas de desastre, afirmaram funcionários.
Os céticos qualificam o projeto como uma extravagância fadada ao fracasso.
‘‘Na Terra, utilizamos apenas agora nossos recursos internos: carvão, petróleo, água por meio de estações hidrelétricas... energia atômica’’, comentou Yevgeny Ryabko, projetista chefe da experiência.
‘‘Refletir a energia solar - da qual a Terra utiliza apenas uma pequena fração - nos ajudará de muitas maneiras’’,
A experiência será iniciada ao meio dia de hoje em Moscou, quando uma nave de carga Progress deixar a Mir, a estação espacial russa de 13 anos de idade.
Às 9h34 da manhã (pelo horário de Brasília), a tripulação da Mir abrirá o espelho Mylar, de 25 metros, instalado na nave Progress.
Se não houver nuvens, o primeiro local no qual se verá o espelho, que parecerá uma estrela brilhante no céu, será Karaganda, ao norte do Casaquistão, às 11h12 de Brasília.
Nas horas seguintes, o espelho será visível durante algumas horas em Saratov (Rússia), partes da Ucrânia, Liége (Bélgica), Frankfurt (Alemanha) e Winnipeg, Quebec e Calgary (Canadá).
Ryabko prevê um futuro sistema de uma centena de espelhos orbitais ou um grande espelho.
A empresa russa Energiya, que realiza a experiência, assegura que um possível projeto de iluminação de cinco cidades poderia custar US$ 340 milhões para desenvolvimento, produção e desdobramento no espaço. A empresa garante que isso poderia estar disponível em 2003.

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