Espelho da Embratel começa a testar sistema em dois meses
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de agosto de 1999
Por Maria Fernanda Delmas (especial para AE) 
Rio, 12 (AE) - A Bonari, empresa espelho da Embratel, começará a testar internamente seus equipamentos de transmissão e comutação em dois meses. O diretor de Marketing da empresa, Paul Kershisnik, afirma que, com a fase experimental, não haverá problemas de pane no sistema quando a Bonari começar a operar, no final do ano.
A Bonari quer evitar o caos que aconteceu quando a concorrente Embratel e as outras operadoras regionais inauguraram o novo sistema de ligação a longa distância, em julho. "Também não faremos mistério sobre as tarifas", acrescentou.
A National Grid, que tem 50% da Bonari, desistiu de participar na terça-feira do leilão que escolheu o sócio da LightPar na Eletronet, empresa que vai explorar telecomunicações nas redes de transmissão de dados da Eletrobrás. "Claro que essa desistência foi um problema, mas tudo estará solucionado até dezembro", garantiu o diretor. "Vamos alcançar os objetivos de custos na rede." As outras sócias da operadora de longa distância são a norteamericana Sprint e a France Telecom, cada uma com 25%.
O nome Bonari será substituído em setembro. Neste domingo, começa a ser veiculada uma campanha de três semanas chamando o consumidor para eleger o novo nome, entre as opções Dialog, Intelig e Unicom.
As garotas-propaganda serão a modelo Adriane Galisteu e as atrizes Letícia Spiller e Deborah Secco. Um dos filmes para TV, criados pela agência Talent, faz referência aos gordinhos do DDD, símbolos da Embratel.
As garotas-propaganda pedem a um consumidor: "Escolhe, senão a gente chora". O presidente da Talent, Júlio Ribeiro, disse que é uma "mera brincadeira" e não espera problemas com a Embratel.
A campanha custou R$ 40 milhões. A verba faz parte do investimento de R$ 2,8 bilhões previsto para os próximos quatro anos. "Queremos 20% a 30% do mercado", informou Kershisnik.
A Bonari ainda não escolheu seu presidente, mas, segundo o diretor de marketing, o cargo será ocupado por um brasileiro. A operadora já tem entre 200 e 250 funcionários, 50 deles estrangeiros.
Kershisnik afirmou que, até o fim do ano, o número de estrangeiros não crescerá e a Bonari empregará, entre funcionários próprios e terceirizados, 800 brasileiros.


