Especialistas vão tentar melhorar imagem do bloco
Montevidéu, 04 (AE-ANSA) - Nos encontros que devem acontecer amanhã (05) e depois, em Montevidéu (Uruguai), autoridades do Mercosul devem tentar arrumar a imagem do bloco subregional, depois do conflito - ainda não terminado - surgido entre Argentina e Brasil. A reunião de sexta, especificamente, envolvendo chanceleres, ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais dos quatro países do bloco pretende dar o toque final de uma iniciativa que normalize o bloco.
Para o chanceler uruguaio Didier Opertti, a reunião de amanhã será a oportunidade para que se crie uma secretaria técnica, que dê respostas a problemas comerciais como os surgidos recentemente com os dois maiores do bloco. "Será a resposta do governo do Uruguai, mas também a aposta firme na institucionalidade do bloco", disse Opertti. FIM DO PROTECIONISMO - A União Industrial Paraguaia (UIP) pediu ao governo que faça gestões junto aos brasileiros e argentinos, na reunião, para que levantem as medidas protecionistas. A informação foi dada pelo presidente da UIP, Néstor Méndez Nuñez. O pedido, segundo ele, foi feito aos ministros Guillermo Caballero Vargas e Luis Alberto Wagner, respectivamente, das pastas da Indústria e Comércio e Agricultura. Produtos químicos, carne, frango e alimentos produzidos no Paraguai não podem ser exportados ou vendidos aos mercados argentino e brasileiro "por causa das absurdas medidas burocráticas desses países", disse Nuñez.
O ministro Caballero Vargas disse que vai expor o dilema dos empresários paraguaios, inclusive a possibilidade de diminuir as exportações brasileiras ao seu país. O chanceler Miguel Saguier, por sua vez, disse que o país pedirá a criação de um tribunal de arbitragem que analise o atual conflito argentino-brasileiro e sirva para resolução de futuros problemas.
O governo paraguaio disse, também, que não pedirá agora nenhuma revisão do Tratado de Assunção. O ministro Caballero Vargas garantiu que os encontros extraordinários do Mercosul se concentrarão na crise que, atualmente, sacode o bloco.





