Rio de Janeiro - Com o fim do Carnaval e a volta dos turistas para suas cidades, especialistas alertam que o perigo de uma epidemia de dengue – que atualmente atinge o Rio de Janeiro – torna-se real em outros Estados.
Um dos Estados que mais preocupam é São Paulo, tanto pelo elevado número de turistas que visitam o Rio, como pelo alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti. A afirmação é de Oscar Berro, superintendente estadual de saúde e presidente do Instituto Noel Nutels, responsável pelos diagnósticos no Rio.
‘‘A infestação do mosquito é uma realidade na maioria dos Estados brasileiros, principalmente em São Paulo, o que torna a exportação da epidemia um grave problema’’, explica.
Para o diretor do núcleo de pesquisas em saúde pública da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Roberto Medronho, o risco de muitos turistas que passaram as férias de verão e o Carnaval no Rio estarem contaminados é grande.
‘‘Basta agora que essas pessoas infectadas sejam picadas para que a transmissão comece. A exportação da epidemia é um perigo real’’, disse Medronho, que considera a situação atual como ‘‘emergencial’’.
Zélia Duncan
A cantora Zélia Duncan deixou a clínica São Vicente, na Gávea, onde estava internada desde a tarde de sábado com dengue ‘‘clássica’’, a forma mais branda da doença.
Na dengue clássica, os principais sintomas são febre elevada, dores (musculares, na cabeça, atrás dos olhos e nas articulações). Pode haver sangramento gengival, nasal e manchas vermelhas pelo corpo. Na dengue hemorrágica, os sintomas são os mesmos, porém mais intensos e graves.

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