Especialistas recomendam cautela com a outra ponte
Curitiba- Especialistas do Centro de Desastres da Universidade Federal do Paraná (UFPR) recomendaram que o Dnit faça estudos mais cautelosos na cabeceira da ponte que liga São Paulo a Curitiba porque a terra ainda não está estabilizada e pode haver riscos de novo deslizamento prejudicando também a outra ponte. ''Com a ponte não há problema algum. Mas o maciço de terra na cabeira do sentido São Paulo/Curitiba não parece estabilizado. Apenas aconselhamos os técnicos do Dnit que estavam no local sobre a situação, já que estamos avaliando o acidente como um trabalho científico, como obrigação da Universidade'', afirmou o engenheiro civil e mebro do Centro de Desastres da UFPR, Mauro Lacerda.
Lacerda disse que a ponte está com tráfego lento e cuidadoso e assim deve permanecer para evitar qualquer problema até uma avaliação. Para o geólogo e também membro de Centro de Desastres da UFPR, Renato Eugênio de Lima, a falta de capacidade do sistema de drenagem da ponte sobre a represa pode ter provocado acúmulo de água na terra na cabeceira, o que pode ter sido a razão para o deslizamento e consequente queda.
O problema pode ter começado com as fortes chuvas dos últimos dias, inclusive a de ontem. O geólogo descartou, em princípio, a possibilidade de o nível da represa ter subido muito por algumas vezes e infiltrado água no solo.
Segundo o especialista não é possível dizer se o acidente poderia ser evitado ou não. ''É muito complicado avaliar agora. É importante que se tenha várias informações antes de fazer qualquer análise''.
O engenheiro civil especialista em pontes e ex-professor da UFPR, Wilson Gheur, afirmou que, pelas imagens que viu do acidente, o problema mesmo foi deslizamento de terra. E, segundo ele, esse problema dificilmente poderia ser prevenido, já que a terra se rompe de uma vez, como uma espécie de ''avalanche''.
Gheur explicou que, quando uma ponte é construída, é realizado um estudo do solo e geralmente se coloca uma camada de pedras para dar suporte. O engenheiro acredita esse tipo de precaução tenha sido tomado em relação à ponte sobre a represa Capivari/Cachoeira.(A.B.)





